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MENSAGEM DE NATAL DOS BISPOS CATÓLICOS DE MOÇAMBIQUE

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04Dez2016
| Escrito por Assis

 

MENSAGEM DA CEM NATAL 2016
MENSAGEM DE NATAL DOS BISPOS CATÓLICOS DE MOÇAMBIQUE

Às comunidades cristãs
E a todas as pessoas de boa vontade.

Nós os Bispos Católicos de Moçambique, reunidos em Assembleia Plenária, de 14 a 19 de Novembro, no Seminário de Santo Agostinho da Matola, saudamos a todas as comunidades cristãs e a todos os moçambicanos com as palavras dos anjos aos pastores de Belém: “Glória a Deus nas Alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc 2,14).

O Advento é o tempo em que todos somos convidados a preparar na alegria do coração purificado a vinda o Messias preanunciado pelos profetas, o Príncipe da Paz.

Com profunda mágoa, porém, constatamos o grande sofrimento em que vive o nosso Povo devido às calamidades naturais, seca e inundações que deixam as populações em numa situação de fome e insegurança alimentar, e devido à crise económica, ao endividamento, ao recrudescimento da tensão politico militar, à generalização da violência e ao desrespeito pelo valor da vida: linchamentos, queimada de casas, criminalidade organizada, desmandos, raptos, assassinatos, acções de esquadrões de morte, má condução e acidentes nas estradas.

Louvamos a coragem da retomada do diálogo em vista da reconciliação e paz duradouras entre o GOVERNO e a RENAMO com a participação dos mediadores internacionais, também da Igreja Católica.
Deploramos que por causa de interesses particulares e ocultos se atrase a pô ponto final a este conflito armado que continua a semear no seio da família moçambicana luto, dor, medo, ansiedade, angústia, insegurança, comprometendo o curso normal da vida social e o futuro de Moçambique.

Lamentamos igualmente atitudes e acções de intolerância, arrogância e indiferença ao contínuo grito de toda a sociedade moçambicana: Paz, paz, diálogo, diálogo e reconciliação.
Diante deste cenário desolador, exortamos e encorajamos a todos a não desfalecer, mas a manter bem viva a luz de esperança porque Deus amou de al modo o mundo que enviou o seu Filho não para condenar mas para salvar o mundo. Sim, a fé nos garante que um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado, chamar-se-á Conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu Reino e haverá paz sem fim (cf Is 9,6-7).

Convidamos, por isso, a todos para assumirmos o compromisso de juntos construirmos, através de gestos concretos de conversão, uma sociedade de reconciliação, justiça e paz. A exortação de João Baptista aos seus contemporâneos a praticar acções de tolerância, solidariedade, caridade e não-violência valem também para nós hoje “quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem, e que tem o que comer faça o mesmo…, não exijais mais do que vos foi ordenado, não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém e contentai-vos com o vosso salário” (Lc 3,10-14).

Ao terminarmos, fazemos votos de um Feliz Natal. Contemplando o mistério do Verbo que se fez homem para mostrar a sua condescendência e benevolência com a humanidade pecadora, que todos possamos ser autênticos obreiros da Paz. “Bem-aventurados os construtores da paz porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9). De nada servirá a assinatura de acordos se não nos comprometemos com a causa da paz e do bem comum.

Imploramos que o Emanuel faça resplandecer a sua luz sobre nós e derrame em abundância os dons da reconciliação, paz e alegria nos nossos corações.

Boas Festas de Natal e um Ano Novo repletam de bênçãos.
Maputo, 19 de Novembro de 2016.

Pela Conferência Episcopal de Moçambique
Ass.: + FRANCISCO CHIMOIO
Arcebispo de Maputo e
Presidente da CEM

 

REFLEXÃO PARA O II DOMINGO DO ADVENTO ANO "A"

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03Dez2016
| Escrito por Assis

 

REFLEXÃO PARA O  2.º DOMINGO DO ADVENTO. Ano "A".

A liturgia deste domingo convida-nos a despir esses valores efémeros e egoístas a que, às vezes, damos uma importância excessiva e a realizar uma revolução da nossa mentalidade, de forma a que os valores fundamentais que marcam a nossa vida sejam os valores do “Reino”.

Na primeira leitura, (Is 11,1-10 ), o profeta Isaías apresenta um enviado de Jahwéh, da descendência de David, sobre quem repousa a plenitude do Espírito de Deus; a sua missão será construir um reino de justiça e de paz sem fim, de onde estarão definitivamente banidas as divisões, as desarmonias, os conflitos.

¨Â  Para nós, cristãos, Jesus Cristo é o “Messias” que veio tornar realidade o sonho do profeta. Ele iniciou esse “reino” novo de justiça, de harmonia, de paz sem fim… Cheio do Espírito de Deus, Ele passou pelo mundo convidando os homens a tornarem-se “filhos de Deus” e a viverem no amor, na partilha, no dom da vida… Nós, seguidores de Jesus, temos dado um contributo efetivo para que o “Reino” se torne realidade no mundo?

¨Â  A Igreja deve ser o sinal vivo desse “reino” novo de justiça e de paz… É isso que acontece? Ela tem anunciado – com palavras e com gestos – o projeto de Jesus? As nossas comunidades cristãs e religiosas dão testemunho de harmonia, de entendimento, de amor sem limites?

¨Â  Que a realidade do “Reino” se concretize ou não, depende também daquilo que faço ou não faço. Em termos pessoais: o que é que, nas minhas atitudes, nos meus comportamentos, é contratestemunho e impede o nascimento do “Reino” da felicidade e da paz?

A segunda leitura (Rom 15, 4-9), dirige-se àqueles que receberam de Jesus a proposta do “Reino”: sendo o rosto visível de Cristo no meio dos homens, eles devem dar testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia entre si, acolhendo e ajudando os irmãos mais débeis, a exemplo de Jesus.

¨Â  A comunidade cristã, como rosto visível de Cristo no mundo, tem de ser o lugar do amor, da partilha fraterna, da harmonia, do acolhimento. No entanto, com bastante frequência encontramos comunidades onde os irmãos estão divididos: criticam os outros de forma avulsa, tomam atitudes agressivas que afastam os mais débeis, discriminam aqueles que não entram na sua “panelinha”, estão aferrados ao poder e fazem tudo para dominar os outros e para afirmar a sua superioridade… Isto acontece na minha comunidade? Eu tenho algumas responsabilidades nessa situação? O que posso fazer para mudar as coisas?

¨Â  Convém não esquecer que a conversão à harmonia, à partilha com os mais pobres, ao amor fraterno, ao dom da vida é algo exigente, que não pode ser feito contando apenas com a boa vontade do homem; mas é algo que só pode ser feito com a força e com a ajuda de Deus… Lembro-me de pedir a Deus a sua ajuda para vencer o meu egoísmo e a minha autossuficiência e para amar verdadeiramente os meus irmãos? Estou disposto a ir ao seu encontro e a deixar que Ele converta o meu coração e a minha vida?

 No Evangelho, (Mt 3, 1-12), João Baptista anuncia que a concretização desse “Reino” está muito próxima… Mas, para que o “Reino” se torne realidade viva no mundo, João convida os seus contemporâneos a mudar a mentalidade, os valores, as atitudes, a fim de que nas suas vidas haja lugar para essa proposta que está para chegar… “Aquele que vem” (Jesus) vai propor aos homens um batismo “no Espírito Santo e no fogo” que os tornará “filhos de Deus” e capazes de viver na dinâmica do “Reino”.

¨Â  A questão dominante que o Evangelho de hoje nos apresenta é a da conversão. Não é possível acolher “aquele que vem” se o nosso coração estiver cheio de egoísmo, de orgulho, de autossuficiência, de preocupação com os bens materiais… É preciso, portanto, uma mudança da nossa mentalidade, dos nossos valores, dos nossos comportamentos, das nossas atitudes, das nossas palavras; é preciso um despojamento de tudo o que rouba espaço ao “Senhor que vem”. Estou disposto a esta mudança, para que no meu coração haja lugar para Jesus? O que é que, prioritariamente, deve mudar na minha vida?

¨Â  A figura de João Baptista obriga-nos a questionar as nossas prioridades e valores fundamentais.”. Ora, o “Reino” é despojamento, simplicidade, amor total, partilha, dom da vida… São esses valores que ele procura anunciar, com palavras e com atitudes. E quanto a mim, quais são os valores que me fazem “correr”? Quais são as minhas prioridades? Os meus valores são os valores do “Reino” ou são esses valores efémeros e fúteis a que a civilização ocidental dá tanta importância, mas que não trazem nada de duradouro e de verdadeiro à vida dos homens?

¨Â  O texto evangélico deixa claro que não chega ser “filho de Abraão” para ter acesso à salvação que Jesus veio oferecer, mas é preciso viver uma vida de fidelidade a Deus. a viver em comunhão com Deus, no amor e na partilha com os irmãos que caminham ao nosso lado. É esse o caminho que eu procuro, dia a dia, percorrer?

(Adaptação do Portal Litúrgico dos Dehonianos, Liturgia Dominical: www.dehonianos.org) 

   

DECLARAÇÃO DOS BISPOS DA ÁFRICA AUSTRAL

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01Dez2016
| Escrito por Assis

 

 

DECLARAÇÃO DO DÉCIMO PRIMEIRO PLENÁRIO, REALIZADO DE

22 a 26 DE NOVEMBRO 2016 EM MASERU, LESOTHO.

 

Nós, membros desta Comissão, Entre Regiôes dos Bispos da África Austral, (IMBISA) na reunião do 11 Plenário efectuado em Maseru, Lesotho, foi considerado e discutido meticulosamente o seguingte tema “Envolver os Leigos de maneira eficaz e eficiente num compromisso de Social-Politico e do Ambiente”, tendo “Laudato Si” como ponto de referência.

Reflectimos nos pontos que achamos mais importantes da Enciclica do Papa Francisco, sobre o ambiente, “Laudato Si” dos quais foram assuntos também identificados nas nossas próprias Regiões. Analisamos a capacidade e limitações da nossa Igreja, exploramos maneiras e processos para a implementação do “Laudato Si”.

O Planeta Terra, que é uma dávida de Deus assim como casa para todas as criaturas, está gradualmente a ser destruida, por nós próprios, os humanos. Agradecemos o convite do Santo Padre para a conversão, por meio de uma troca de atitudes e comportamentos, os quais estão de momento a danificar o planeta e a diminuir a dignidade Humana, empobrecer a qualidade de vida e a criar uma desigualdade nas sociedades.

Prestemos atenção ás manifestações de destruição do meio ambiental, que são também de certa preocupação na nossa própria Região, assim como nas areas de Conferência. Estas incluem, poluição do ambiente, perigos no uso de bio-produtos na produção de algumas fontes de energia, poluição de águas e residuos. As consequências, frequentemente resultam em doenças, corruptção, consumismo, desemprego e desigualdades.

Identificamos, maneiras práticas de informação para nós próprios, assim como para os Leigos. A adoção de uma attitude de responsabilidade e carinho relativamente ao dom da criação, o qual irá incluir a Celebração da Festa de St. Francisco de Assis.

Um mandato do Secretariado e colaboradores da Imbisa para recolher e dessiminar informação do “Laudato Si” como sugestões concretas e objectivos que possam realçar o conhecimento e implementação dos mesmos. Tendo em mente que já existem certos programas que dão conhecimento de problemas a nivel das conferências.

Recomendamos, que as mesmas conferências continuem a endereçar estes problemas.

Comprometemos cuidar do nosso Planeta comum e pedimos a todas as mulheres e homens de boa vontade a participarem no problema ambiental seriamente, juntamente connosco.

Assinam:

Os Bispos das Conferências Episcopais da África Austral (IMBISA):

Angola-São Tomé Prícipe, Namíbia, África do Sul, Lesotho, Swazilândia, Moçambique e Zimbabwe

 

 

PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES PASTORAIS PARA O MÊS DE DEZEMBRO 2016

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01Dez2016
| Escrito por Assis

 

PROGRAMAÇÃO DIOCESANA PARA DEZEMBRO 2016

01.12.2016. Beata Anaurite, Padroeira da Capelania (Quase - paróquia) de Mugulama, Distrito de  Ile.

04-07.12: Visita de trabalho à Diocese das Irmãs de N. S. da Consolação.

06.12: 23º Aniversário da Criação da Diocese, pelo Papa São João Paulo II, sendo seu primeiro Bispo, D. Manuel Chuanguira Machado.

10 - 11.12: Peregrinação Mariana à Paróquia - Santuário de N. S. da Imaculada Conceição. Invinha. Encerramento das atividades pastorais do corrente ano.

12 - 16.12: Retiro Diocesano. Orientador: Pe. Inácio Lucas, do clero diocesano de Nacala.
17.12: Reunião do Clero Diocesano e Formação Permanente. Tema: A Administração dos Bens da Igreja.

24 - 25: Celebração do Nascimento de Jesus Cristo. NATAL.

   

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