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SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO NO VII DOMINGO DA PÁSCOA: ASCENSÃO DO SENHOR

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26Maio2017
Actualizado em 27 Maio 2017 | Escrito por Assis

 

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

A  Ascensão de Jesus lembra-nos que no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus.  Jesus nos deixou o testemunho e  somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto de Deus para os homens e para o mundo.

Na primeira leitura (Actos 1,1-11) repete-se a mensagem essencial: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.

A Ascensão de Jesus garante-nos que quem percorre o mesmo “caminho” de Jesus subirá, como Ele, à vida plena.

A ascensão de Jesus recorda-nos que Ele  nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projecto libertador no meio dos homens nossos irmãos.

O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia? Qual o real impacto desse testemunho na nossa família, no local onde desenvolvemos a nossa actividade profissional, na nossa comunidade cristã ou religiosa?

Estamos atentos aos problemas e às angústias dos homens, ou vivemos de olhos postos no céu, num espiritualismo alienado? Sentimo-nos questionados pelas inquietações, pelas misérias, pelos sofrimentos, pelos sonhos, pelas esperanças que enchem o coração dos que nos rodeiam? Sentimo-nos solidários com todos os homens, particularmente com aqueles que sofrem?

A segunda leitura  (Ef 1,17-23), convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados. Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.

Na nossa peregrinação pelo mundo, convém termos sempre presente “a esperança a que fomos chamados”. A glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria glorificação. Formamos com Ele um “corpo” destinado à vida plena.

Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo” significa que devemos viver numa comunhão total com Ele e que nessa comunhão recebemos, a cada instante, a vida que nos alimenta. Significa, também, viver em comunhão, em solidariedade total com todos os nossos irmãos, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida. Estas duas coordenadas estão presentes na nossa existência?

O Evangelho (Mt 28,16-20), apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.

Jesus foi ao encontro do Pai, depois de uma vida gasta ao serviço do “Reino”; deixou aos seus discípulos a missão de anunciar o “Reino” e de torná-lo uma proposta capaz de renovar e de transformar o mundo. Celebrar a ascensão de Jesus significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do “Reino” na vida dos homens.

A missão que Jesus confiou aos discípulos é uma missão universal: Tenho consciência de que Jesus me envia a todos os homens – sem distinção de raças, de etnias, de diferenças religiosas, sociais ou económicas – a anunciar-lhes a libertação, a salvação, a vida definitiva? No dia em que fui baptizado, comprometi-me com Jesus e vinculei-me com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A minha vida tem sido coerente com esse compromisso?

É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo os valores do “Reino”. Com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da irrisão e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor e no dom da vida; com frequência, os discípulos de Jesus são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida. O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.

Fonte: resumo adaptação  de um texto de :

 

VISITA PASTORAL À PARÓQUIA DE S. BERNARDO EM GURÚÈ-SEDE

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26Maio2017
Actualizado em 26 Maio 2017 | Escrito por Assis

VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA SÃO BERNARDO. GURÚÈ-SEDE.

De 20 a 23 de Maio do corrente ano 2017, D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese, acmpanhado pelo Pe. Agostinho Vasconcelos, Moderador da Cúria e Director do Secretariado Diocesano de Pastoral, realizou a Visita Pastoral à Paróquia S. Bernardo, em Gurúè-Sede.

A Paróquia de S. Bernardo foi criada em 2016, desmembrada das Paróquias S. António da Sé Catedral e N. S. da Conceição de Invinha. sendo o seu primeiro e actual Pároco, o Pe. Luciano Comiotti, do clero diocesano de Gurúè.

Na área da Paróquia existem as comunidades religiosas do Padres Dehonianos com a Escola de Artes e Ofícios e Escola Agrária; e das Religiosas do Coração de Maria, com um Lar feminino. Também colaboram na vida da Paróquia as Missionárias Capuchinhas.

Na mesma área, funciona a Extensão de Gurúè da Universidade Católica de Moçambique e a sede do Ensino a Distância da mesma Universidade.

A Paróquia é constituída por nove comunidades, divididas em duas Zonas Pastorais:

1.ZONA PASTORAL DE MURECE:

Comunidades cristãs de S. Miguel Arcanjo de Murece; S. Kizito de Nanvriviri; e São Pedro de Mahiuaua.

2.ZONA PASTORAL DE MOCOUA:

Comunidades de S. Paulo, de Múkui; S. Jão Baptista de Miaco; Ss. Trindade de Nahetxe; S. Cruz de Miaco; São João de Nato; e S. Domingos de Miaco. No seu primeiro ano de actividades pastorais a Paróquia caminha sob a orientação do Pároco, o Pr. Luciano Cominotti, auxiliado pela equipa do Conselho Paroquial Pastoral, que reune uma vez por mês.

ACTIVIDADES PASTORAIS

Catequese

A nível da Paróquia desenvolve-se a Catequese segundo as várias etapas.

Criou-se uma Comissão de Catequese que vela sobre o andamento da catequese.

Há encontros mensais dos catequistas para a formação e para a preparação conjunta do plano de Catequese.

Liturgia

A participação na Liturgia Dominical é massiva em quase todas as comunidades. Salientamos também as visitas que o Pároco faz às comunidades das Zonas,administrando diversos e ensinamentos.

Actividades apostólicas

Em todas as comunidades existem os movimentos da Legião de Maria, Ordem Franciscana Secular e Família do Sagrado Coração. Os movimentos têm encontros de carácter formativo, retiros, visitas aos doentes e outras actividades particulares que dizem respeito ao próprio movimento.

O núcleo dos Jovens e a Infância Missionária fazem sentir a sua presença nas comunidades através de encontros na promoção e desenvolvimento de várias actividades em benefício da comunidade: Acólitos, Acolhimento, Educação das crianças em todos os Sábados.

A crise de valores

A crise da decadência dos valores da vida, no mundo actual, contribui negativamente no desenvolvimento da camada juvenil. Dificilmente há jovens que contraem o matrimónio pela Igreja. Falar de vocações religiosas é tocar num assunto que não encontra lugar no coração de muitos jovens.

As diversas formas de vidas irregulares orientadas pelas camadas sociais e outras contribuem para uma séria ameaça para o futuro da Igreja que está depositado nos jovens.

DIFICULDADES.

As comunidades sentem a falta de acompanhamento permanente do seu pároco, devido às ocupações massivas que lhe envolvem no seu dia a dia, fora do programa pastoral da sua Paróquia, isto é, a Administração Diocesana, o acompanhamento dos vários projectos nas Paróquias e o Lar Família.

O conflito pela propriedade, defesa e legalização do terreno da Sede-Paroquial.

Ainda sobre o caso dos terrenos da Paróquia temos a dizer que aguardamos o seu desfecho enquanto a comunidade deve desembolsar um valor aproximadamente a 70.000,00MT no pagamento de custos aos Advogados do auto da defesa.

Os crismados na Celebração da Eucaristia e do Sacramento da Confirmação  do dia 21 de Maio do corrente ano, foram 100 fiéis das várias comunidades da Paróquia.

No dia 23,05.17, na parte da tarde, o Sr. Bispo reuniu com  os membros do Conselho Permanente do Conselho Paroquial Pastoral e com os membros da Comissão de Assuntos económicos. Ambos apresentaram os respectivos Relatórios.

PROPOSTAS PARA O FUTURO.

Procura de caminhos

Continuaremos na procura de caminhos pra uma boa actividade paroquial na medida das nossas possibilidades e cnfiantes n apoio prestado pelo nosso Pároco e pelas Comunidades Religiosas residentes no nosso territorio paroquial.

No tocante ao caso da defesa e legalização do terreno da sede paroquial tudo faremos para ultrapassar este problema sobretudo na mobilização dos diéis no sentido de assumirem o que lhes cabe.

Os crismados

O crismandos na celebração da Eucaristia e do acramento da Co formação, no Domingo dia 21 do corrente mês de Maio foram 100. No dia 23 deste ês de Maio, na parte da tarde, o Sr. Bispo reuniu-se com o Conselho Paroquial Pastoral e com a Comissão da Economia.

   

SUBSÍDIO PARA REFLEXÃO E A HOMILIA DO 6º DOMINGO DA PÁSCOA

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19Maio2017
Actualizado em 19 Maio 2017 | Escrito por Assis

6º Domingo da Páscoa. Ano A.

A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a descobrir a presença de Deus na caminhada histórica da Igreja: “Não vos deixarei órfãos”.

A primeira leitura (Actos 8,5-8.14-179, mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.

Uma comunidade cristã é uma comunidade onde se manifesta a comunhão com Jesus e a comunhão com todos os outros irmãos que partilham a mesma fé: fazemos parte de uma imensa família que caminha animada pela mesma fé, nela se manifesta a vida do Espírito. Cada crente precisa de desenvolver a consciência de que não é um caso isolado, independente, autónomo: afirmações como “eu cá tenho a minha fé” não fazem sentido, se traduzem a vontade de percorrer um caminho à margem da comunidade, sem aceitar confrontar-se com os irmãos.

Constitui, para nós, um tremendo desafio a acção evangelizadora de Filipe… Apesar dos riscos corridos em Jerusalém, Filipe não desistiu, não sentiu que já tinha feito o possível, não se acomodou; mas simplesmente partiu para outras paragens a dar testemunho de Jesus. É o mesmo entusiasmo que nos anima, quando temos de dar testemunho do Evangelho de Jesus?

De uma situação má (perseguição aos crentes), nasce a possibilidade de levar a Boa Nova da libertação a outras comunidades. Muitas vezes, os aparentes dramas da nossa vida fazem parte dos projectos de Deus. É necessário aprender a olhar para os acontecimentos da vida com os olhos da fé e aprender a confiar nesse Deus que, do mal, tira o bem.

A segunda leitura (1 Pedro 3,15-18), exorta os crentes a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.

Mais uma vez põe-se-nos o problema do sentido de uma vida feita dom e entrega aos outros, até à morte. Esta história de o amor ser o caminho para a felicidade e para a vida plena não será uma desculpa dos fracos? Não. Reparemos no exemplo de Cristo: Ele deu a vida pelos pecadores e pelos injustos e encontrou, no final do caminho, a ressurreição, a vida plena.

Diante das dificuldades, das propostas contrárias aos valores cristãos, é em Cristo que colocamos a nossa confiança e a nossa esperança?

Diante dos ataques daqueles que não concordam com os valores de Jesus, como nos comportamos? Com a mesma agressividade com que nos tratam? Com a mesma intolerância dos nossos adversários? Como é que Jesus tratou aqueles que o condenaram e mataram?

O Evangelho (Jo 14, 15-21 ), apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer.

A paixão de Jesus continua a acontecer, todos os dias, na vida de cada um de nós e na vida de tantos irmãos nossos. Sentimo-nos impotentes face à guerra e ao terrorismo; não conseguimos prever e evitar as catástrofes naturais; sofremos por causa da injustiça e da opressão; vemos o mundo construir-se de acordo com critérios de egoísmo e de materialismo; não podemos evitar a doença e a morte

 Acreditamos no “Reino de Deus”, mas ele parece nunca mais chegar, e caminhamos, desanimados e frustrados, para um futuro que não sabemos aonde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado. Na minha vida o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada da sua comunidade pela história?

Nós acreditámos que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando vida nova, dando esperança aos crentes em caminhada.

Fonte: Resumo/adaptação local de:

 

REFLEXÃO PARA O 5º DOMINGO DA PÁSCOA

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13Maio2017
| Escrito por Assis

 

 

5º DOMINGO DA PÁSCOA. ANO A

A liturgia deste domingo convida-nos a reflectir sobre a Igreja – a comunidade que nasce de Jesus e cujos membros continuam o “caminho” de Jesus, dando testemunho do projecto de Deus no mundo, na entrega a Deus e no amor aos homens.

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A primeira leitura (Actos 6,1-7), apresenta-nos alguns traços que caracterizam a “família de Deus” (Igreja): é uma comunidade santa, embora formada por homens pecadores; é uma comunidade estruturada hierarquicamente, mas onde o serviço da autoridade é exercido no diálogo com os irmãos; é uma comunidade de servidores, que recebem dons de Deus e que põem esses dons ao serviço dos irmãos; e é uma comunidade animada pelo Espírito, que vive do Espírito e que recebe do Espírito a força de ser testemunha de Jesus na história.

Se trata de uma comunidade que vem de Jesus e é animada pelo Espírito, mas formada por homens; que ela é a testemunha no mundo do plano de salvação de Deus, mas é também uma realidade humana, em contínuo processo de conversão. Os homens do nosso tempo devem exigir que a Igreja seja fiel à sua missão no mundo; mas devem também compreender as suas falhas, dificuldades e infidelidades.

• Na comunidade cristã há irmãos investidos do serviço da autoridade (os Doze), que são ponto de referência quando surgem questões e problemas. Os Doze, no entanto, não reservam para si toda a autoridade, nem aceitam ser os únicos protagonistas no processo de condução da comunidade…A Igreja foi muitas vezes apresentada como uma sociedade de desiguais, onde uns mandam e outros obedecem em silêncio. É preciso redescobrir o valor do diálogo e da participação, na Igreja. Trata-se de termos consciência de que somos uma família onde todos temos voz, porque em todos habita o mesmo Espírito; trata-se de potenciar mecanismos de escuta, de diálogo e de participação, a fim de que a Igreja seja uma família, onde todos participam na descoberta dos caminhos do Espírito.

• Desde o início, a Igreja aparece como uma comunidade de serviço: os membros da comunidade cristã são convidados a seguir Jesus, que fez da sua vida uma entrega total ao serviço de Deus, ao serviço do Reino e ao serviço dos homens. Quando Deus concede determinados dons e confia determinadas missões, não se trata de privilégios que conferem à pessoa mais dignidade ou mais importância: trata-se de dons que devem ser postos ao serviço da comunidade, em ordem à construção da comunidade. As missões que nos são confiadas na comunidade não podem ser utilizados para promoção pessoal ou para concretizar sonhos egoístas; mas devem ser missões que desempenhamos com verdadeiro espírito de serviço, em benefício dos irmãos.


A segunda leitura (1 Pedro 2,4-9), também se refere à Igreja: chama-lhe “templo espiritual”, do qual Cristo é a “pedra angular” e os cristãos “pedras vivas”. Essa Igreja é formada por um “povo sacerdotal”, cuja missão é oferecer a Deus o verdadeiro culto: uma vida vivida na obediência aos planos do Pai e no amor incondicional aos irmãos.

Os critérios que presidem à construção do mundo estão, demasiadas vezes, longe dos valores do Evangelho. Porque é que isto acontece? Podemos dizer que Cristo é, para nós os cristãos, a referência fundamental? Nós cristãos fizemos d’Ele, efectivamente, a “pedra angular” sobre a qual construímos a nossa vida e a história do nosso tempo?

• Os cristãos são “pedras vivas” de um “templo espiritual” do qual Cristo é a “pedra angular”. A imagem traduz a realidade de uma comunidade que se junta à volta de Cristo, que vive em união com Ele. A esta comunidade chama-se Igreja… Sinto-me pedra integrante deste “edifício”? Procuro, todos os dias, revitalizar o “cimento” que me une às outras pedras do edifício – os meus irmãos?

O Evangelho (Jo 14,1-12), define a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da vida aos irmãos. Os que acolhem esta proposta e aceitam viver nesta dinâmica tornam-se Homens Novos, que possuem a vida em plenitude e que integram a família de Deus – a família do Pai, do Filho e do Espírito.

A Igreja é essa comunidade de Homens Novos,”. No dia do nosso baptismo, fomos integrados nesta família… A nossa vida tem sido coerente com os compromissos que, então, assumimos? Sentimo-nos “família de Deus”, ou deixamos que o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência falem mais alto e escolhemos caminhar à margem desta família? É verdade que esta família tem falhas, e é verdade que nem sempre encontramos nela humanidade e amor. Que fazemos, então: afastamo-nos, ou esforçamo-nos para que ela viva de forma mais coerente e verdadeira?

• Falar do “caminho” de Jesus é falar de uma vida dada a Deus e gasta em favor dos irmãos, numa doação total e radical, até à morte. Os discípulos são convidados a percorrer, com Jesus, esse mesmo “caminho”.. É esse “caminho” que eu tenho vindo a percorrer? A minha vida tem sido uma entrega a Deus e doação aos meus irmãos? Tenho procurado despir-me do egoísmo e do orgulho que impedem o Homem Novo de aparecer?

• A comunhão do crente com o Pai e com Jesus resulta com a intimidade e a comunhão com Jesus e com o Pai estabelece-se percorrendo o caminho do amor e da entrega, em doação total a Deus e aos irmãos. Quem quiser encontrar-se com Jesus e com o Pai, tem de sair do egoísmo e a fazer da sua vida um dom a Deus e aos homens.

Fonte: Adaptação local de um texto de:

   

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