VISITA PASTORAL À PARÓQUIA DE S. JOSÉ DE LIOMA (Continuação 1)

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20Jul2017
| Escrito por Assis

 

VISITA PASTORAL À PARÓQUIA DE S. JOSÉ DE LIOMA (Continuação)

1º DIA: 19.07.17. QUARTA FEIRA

A concentração dos fiéis procedentes das Zonas Pastorais de Chilene e Tetete foi na comunidade cristã de S. Teresa de Chelene. Acompanharam o Bispo neste 1º Dia da VIsita Pastoral o Pe. Agostinho Vasconcelos, Moderador da Cúria e Director do Secretariado Diocesano de Coordenação Pastoral, o Pe. Tomás Junqueiro, Pároco desta Paróquia e o seu Vigário Paroquial o Pe. Luís Dinis Macuinja

ZONA PASTORAL DE TETETE.

Comunidades cristãs de S. Maria Mãe de Deus de Tetete; N. S. de Lurdes de Nahara; N. S. de Fátima de Nasare; S. Maria Madalena de Namiheia; e N. S. de Fátima de Mpasi.

ZONA PASTORAL DE CHELENE.

Comunidades cristãs de S. Teresa de Chelene; S. Pedro de Nsorupi com o Núcleo (Centro de Catequese) de Naphako; S. Carlos Lwanga de Namikonya; S. António de Mutokusi; e S. Miguel de Nakupe.

Durante a sua Catequese antes da Celebração da Eucaristia , D. Francisco falou sobre:

1). o sentido da Visita Pastoral, os seus conteúdos, a sua pedagogia e o seu valor no conjunto das actividades pastorais do Bispo e de toda a Diocese;

2) O sentido da Igreja: o que é ser cristão hoje na sociedade actual;

3) Os problemas sociais do nosso tempo e no nosso País;

4) Os problemas internos da Igreja: a sua organização, a catequese, os ministérios, a formação dos animadores a o lugar e a responsabilidade de todos os baptizados dentro da Igreja.

O Padre Agostinho falou especialmente aos jovens sobre o próximo Sínodo sobre a Juventude (Roma 2018) e sobre a Jornada Mundial da Juventude no Panamá/ (019).

Interveio também a Irmã Alda Mate, da Congregação das Franciscanas de Nossa Senhora das VItórias, da comunidade local de Lioma, que falou sobre as vocações à vida sacerdoral e consagrada e sobre a família.

Participaram nesta Visitita as autoridades locais do Governo e das instituições da Eucação e da Saúde.

Os crismados hoje foram 110.

2º DIA. 20.07.2017. QUINTA FEIRA

A concentração dos fiéis foi na comunidade cristã de Nakulutxo.

ZONA PASTORAL DE NAKULUTXO.

Comunudades cristãs: S. António de Nakulutxo; S. Miguel de Mavola; S. António de Miranda; S. Pexdro de Erala; S. Lucia de Mombene.

ZONA PASTORAL DE NAMOMBE

Comunidades cristãs: S. Maria Mãe de Deus de Namombe; S. Cruz de Serra; S. Paulo de Namitala; S. João Baptista de Enuli.

ZONA PASTORAL DE MUSSUSUKURU

Comunidades cristas: S. Agostinho de Mussusukuru; S. Tiago de Mulovola; S. Coração de Jesus de Txukutxa; e S. João de Muelamahi.

INTERVENÇÕES

MENSAGEM

Na mensagem apresentada em nome das três Zonas Pastorais indicaram-se vários problemas que afligem ás populações: baixos preço dos produtos da agricultura e os altos custos, preços elevados, dos géneros alimentícios de primeira necessidade; doenças; problemas na educação (desistências dos alunos…); péssimo estado das estradas; casamentos prematuros, divórcios, separações, polígamas, amiguismo.

IRMÃ ALDA

A Irmã Alda Mate falou sobre as nossas famílias, a juventude, as vocações e o estudo.

PE. AGOSTINHO

O Pe. Agostinho, dirigindo-se especialmente aos jovens falou sobre o Sínodo sobre a Juventude a sobre a Jornada Mundial da Juventude 2019, no Panama.

D. FRANCISCO

A Catequese de D. Francisco versou sobre o Plano Diocesano Trienal de Pastoral: A Família e a comunidade cristã.

Os crismas hoje foram 144.

 

 

REFLEXÃO PARA A IV FEIRA DA XV SEMANA DO TEMPO COMUM.

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18Jul2017
| Escrito por Assis

 

Quarta-feira - XV Semana – Tempo Comum

Primeira leitura: Êxodo 3, 1-6.9-12

Integrado na família de Jetro, que lhe deu a filha Séfora como esposa, Moisés adapta-se à nova forma de vida. Seguindo o rebanho, chega ao monte de Deus, o Horeb, no Sinai (v. 1). 

Será na solidão do Horeb que Deus há-de vir ao seu encontro numa visão que marca a sua vida e, sobretudo, a do seu povo, Israel, e a da Igreja de Cristo. Deus manda-o salvar os seus irmãos escravos no Egipto, figura da humanidade oprimida, que o Enviado de Deus, Jesus Cristo, há-de salvar.

A visão do Horeb está na origem de uma das mais importantes páginas do Êxodo. Tudo começa com um acontecimento inaudito: uma sarça ardia sem ser devorada pelo fogo (v. 2). Atraído pelo extraordinário acontecimento, Moisés aproxima-se e é surpreendido pela palavra do Senhor, que se declara sensível ao sofrimento do seu povo oprimido no Egipto. O seu grito de aflição chegou aos ouvidos de Deus, que toma a iniciativa de salvar o seu povo. Mas quer salvá-lo com a mediação de homens escolhidos, dispostos a colaborar no seu plano de redenção: «agora, vai; Eu te envio ao faraó, e faz sair do Egipto o meu povo, os filhos de Israel» (v. 10). 

Diante da grandeza de um tal plano, Moisés sente-se pequeno e fraco, e expõe a Deus os seus limites. Mas o Senhor garante-lhe: «Eu estarei contigo» (v. 12).

O episódio da vocação de Moisés tem enorme importância na história da salvação. Deus revela-se de dois modos complementares. Na sarça ardente, revela-se como força vital. Não é, pois, simplesmente, o «Primeiro Motor Imóvel» dos filósofos, mas uma «Chama viva», diferente de todas as outras, porque não consome, não precisa de ser alimentada. Deus interessa-se pelos homens: «Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob», diz o Senhor a Moisés (v. 6). Muitas culturas representavam Deus como senhor das forças naturais: o Deus da fecundidade, o Deus da vegetação, o Deus que se revela no trovão. Mas Deus revela-se a si mesmo com Aquele que estabelece relações pessoais com pessoas concretas, a quem se manifestou e com quem firmou aliança.

O nosso Deus é um Deus que se interessa pelas pessoas, que se faz próximo, que se interessa pelos homens. Isto não exclui que se manifeste através de forças naturais. Mas a sua identidade profunda é estar presente, fazer-se próximo, interessar-se pelas suas criaturas.

Quando Deus começa uma obra, leva-a até ao fim. A acção do homem insere-se na iniciativa divina, de que se torna simples colaborador. Deus quer realizar as suas obras com a colaboração do homem. 

Deus revela-se como Deus vivo, Deus próximo, Deus que escuta o oprimido, Deus que salva, Deus que ama os homens, Deus que ama o seu povo. 

Evangelho: Mateus 11, 25-27

Jesus louva e dá graças ao Pai por actuar de modo tão diferente da lógica humana que exalta o poder e a força em qualquer âmbito da existência. Jesus verifica que são os «pequeninos» que beneficiam da revelação do Pai (v. 25). 

A revelação da paternidade divina, de que Deus é Pai, sobretudo de Jesus e, por meio d´Ele, dos crentes, é o núcleo fundamental da pregação de Jesus. Na paternidade divina está resumido tudo quanto poderia dizer-se da relação de Deus com os homens. Na filiação divina está resumido tudo o que poderia dizer-se da relação dos homens com Deus. É, pois, o melhor resumo do evangelho.

O evangelista aproveita a ocasião para declarar a consciência de Jesus e a fé da igreja no mistério das relações trinitárias. Só quem se torna «pequenino», disponível a entrar na lógica da gratuidade de Deus, pode compreendê-la.

As palavras de Jesus correspondem totalmente a esta atenção divina: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque… revelaste estas coisas aos pequeninos» (v. 25). Deus não se deixa impressionar pela grandeza, pela inteligência, pela sabedoria humanas. Mas tem particular atenção para com os pequenos.

Notemos também que Deus se revela como relação entre o Pai e o Filho: «ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho» (v. 27). «Conhecer», na Bíblia, significa conhecimento de amor íntimo e profundo com alguém: Deus fez-se nosso próximo, revelou-se pessoalmente a nós, a cada um de nós. Deus é o Bom pastor que se dá a conhecer às suas ovelhas e as chama pelo nome. É um Deus ardente, um Deus de fogo, um Deus de amor, que se revela e comunica com amor a todo o homem que O procura de coração sincero. Deus é «Pai». Pai do Filho Unigénito, Pai de todos os que acolhem esse Filho. Pai em sentido verdadeiro, porque nos comunicou a sua própria vida e nos tornou herdeiros da sua glória.

 Fonte: de um texto de

   

SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO DA III FEIRA DA XV SEMANA TEMPO COMUM

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17Jul2017
| Escrito por Assis

 

Terça-feira XV Semana – Tempo Comum

Primeira leitura: Êxodo 2, 1-15a

Escutamos o relato do nascimento de Moisés, que será o mediador da libertação realizada por Deus em favor do seu povo atribulado e que, de algum modo a antecipa.

Como mandara o faraó, todos os recém-nascidos eram afogados no rio Nilo. Mas Deus, que é Aquele que verdadeiramente dirige a história, está atento à sorte de um desses meninos, Moisés, que, de modo inesperado e surpreendente é salvo das águas. Este menino, salvo da morte, será o salvador do seu povo, e será figura de outro Menino que, desde os primeiros dias da sua existência, será ameaçado de morte por Herodes, rei da Judeia.


Moisés é abandonado num cesto de papiro (v. 3s.), no lugar onde a filha do faraó costuma ir banhar-se. Ao ver o menino, enternece-se e decide adoptá-lo como filho. Entretanto, a irmã de Moisés, Maria, convence a filha do faraó a procurar uma mãe de leite entre as mulheres israelitas. Acaba por ser a verdadeira mãe a alimentar o pequeno Moisés. Depois do desmame, a princesa do Egipto a criança para a corte, fazendo dela um filho (v. 10), e dando-lhe o nome de Moisés. Provavelmente trata-se de um nome abreviado, faltando a primeira parte que continha o nome de uma das divindades do Nilo.


Na segunda parte do nosso texto, Moisés, já adulto, dá-se conta da sorte dos seus irmãos Hebreus e toma a sua defesa. Uma acção de zelo, excessivamente impetuoso, põe em risco a sua vida. E resolve exilar-se nas terras de Madian, junto ao Mar Vermelho, onde começará uma nova forma de vida e se tornará pastor dos rebanhos de Jetro, seu sogro.

A primeira leitura traz-nos uma mensagem de confiança e esperança em Deus, mesmo nos momentos de maior provação e sofrimento. Os Hebreus, já reduzidos a dura servidão no Egipto, vêem-se em perigo de extinção com o decreto da morte dos meninos. Tudo parece perdido! Um menino, que certa mãe já não pode esconder, é entregue às águas do Nilo, e parece destinado a morrer. Mas sobrevive, pois é descoberto pela filha do faraó, que o leva para a corte e o educa cuidadosamente.

Ao crescer, Moisés torna-se defensor dos seus irmãos oprimidos. Parece raiar a esperança, Mas o jovem tem de fugir e refugiar-se em Madian. O Senhor parece ter abandonado o seu povo. Mas a verdade era outra: o nascimento de Moisés foi o começo da libertação. De momento, ninguém sabe nada sobre esse menino salvador. Mas, mais tarde, ele irá revelar-se o chefe e guia preparado por Deus para conduzir o seu povo à liberdade.


Deus pede-nos que, em todas as circunstâncias, tenhamos fé e confiança firmes n´Ele, sempre presente e actuante no meio de nós. No momento oportuno, Deus sabe encontrar solução para as nossas dificuldades, uma solução positiva, porque preparada pelo seu amor.

Evangelho: Mateus 11, 20-24

«A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito será pedido» (Lc 12, 48). O texto que hoje escutamos ilustra bem esta afirmação de Jesus. Corazim, Betsaida e Cafarnaúm beneficiaram da primeira actividade taumatúrgica e missionária de Jesus (vv. 21.23). Mas não se converteram. Jesus aponta-as como protótipos da “geração caprichosa” , semelhante às crianças que, em vez de participarem no jogo que outras crianças organizam nas praças, ficam sentadas sem ligarem ao que se passa (cf. Mt 11, 16-19).


Os milagres, que Jesus realizou nas cidades próximas do lago de Genesaré, levantavam o véu sobre a sua identidade. Eram prova da acção do Espírito, da vitória sobre Satanás, da misericórdia de Deus, que sempre convida o extraviado a regressar à casa paterna. Eram, por assim dizer, obras-palavra, acções pedagógicas, cuja finalidade era levar ao acolhimento de Jesus e da sua mensagem, na fé: «Convertei-vos e acreditai no evangelho» (Mc 1, 15b). Mas as cidades da Galileia não corresponderam ao dom recebido. Tal correspondência pressupõe uma disponibilidade que vem da consciência da necessidade de ser salvo, de ser libertado do mal. Por isso, as cidades pecadoras, tal como Tiro, Sídon e Sodoma, são potencialmente mais dispostas ao evangelho e à conversão.

A cruz de Jesus foi o começo de uma vida nova. Em Cristo, tornámo-nos
novas criaturas, filhos de Deus, no Filho muito amado. Uma imprevisível surpresa, que jamais ousaríamos esperar, na triste situação em que nos encontrávamos, mas que Deus preparou para nós.
Mas Deus também vem ao nosso encontro quando tudo nos corre bem. É o que revela o evangelho. Jesus dirige-se às cidades «onde tinha realizado a maior parte dos seus milagres», onde, portanto, tinha resolvido muitos problemas e dificuldades, onde tinha levado imensa alegria com os sinais realizados. Mas essas cidades não se tinham convertido (v. 20). Quando tudo corre bem, com paz, com serenidade, sem contrariedades, havemos de perguntar-nos se estamos a fazer a nossa parte, se estamos a corresponder aos dons de Deus, se os aproveitamos para servir a sua glória, e para vantagem dos nossos irmãos. Fomos perdoados dos nossos pecados? Também nós havemos de perdoar! Fomos salvos por Cristo? Também devemos empenhar-nos na salvação dos nossos irmãos! A dignidade cristã, que provém da nossa inserção em Cristo Jesus, deve levar-nos a ser para os outros aquilo que Cristo foi para nós.

Fonte: Resumo adaptado localmente de um texto de:

 

REFLEXÃO PARA A SEGUNDA FEIRA DA XV SEMANA DO TEMPO COMUM

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16Jul2017
| Escrito por Assis

 

Segunda-feira XV Semana - Tempo Comum

Primeira leitura: Êxodo 1, 8-14.22

Começamos, hoje, a escutar o livro do Êxodo, um dos grandes livros do Antigo Testamento, que narra a epopeia de Israel, arrancado à escravidão do Egipto, e chamado a uma aliança com Deus. 

Ao escutarmos o texto de hoje, e os que ouviremos nas próximas semanas, havemos de fazer nosso o cântico ao Deus que salva, o poema ao Deus de Israel, que tendo escutado o grito do seu povo, desceu para o libertar. De facto, também para cada um de nós, e para toda a humanidade, Deus continua a ser o Libertador, o Salvador. E são tantas as escravidões que tentam dominar-nos! Tentemos dar-nos conta delas, e elevar também o nosso grito ao Senhor.

O povo de Israel, uma vez libertado, é destinado, não já ao serviço do faraó, mas ao serviço do Senhor: «O Senhor tomou-vos e tirou-vos da fornalha de ferro, do Egipto, para serdes para Ele o povo da sua herança, como acontece hoje» (Dt 4, 20).

O mesmo sucede connosco. Libertados do pecado pelo Baptismo, somos chamados a servir a Deus e a colaborar com ele na obra da redenção. Efectivamente, faz parte da pedagogia de Deus envolver na obra da salvação aqueles que foram salvos, fazer seus cooperadores na libertação da humanidade aqueles que foram libertados.

A leitura de hoje descreve a nova situação dos descendentes de Jacob-Israel, no Egipto. Os egípcios tornaram-lhes amarga a vida, obrigando-os a trabalhos forçados no fabrico de tijolos de barro. Mas, quanto maior era o peso dos vexames, mais os israelitas se multiplicavam. Então o faraó recorreu a uma outra medida, ainda mais desumana e cruel: a supressão dos meninos recém-nascidos.

É no quadro destas injustiças e sofrimentos que se vai desenrolar a acção salvadora de Deus.

Evangelho: Mateus 10, 34 – 11, 1

«Não vim trazer a paz, mas a espada». Estas palavras contradizem as esperanças messiânicas do príncipe da paz (Is 9, 5), as esperanças de todos aqueles que trabalham e lutam pela paz, bem como as próprias palavras de Jesus, que declarou bem-aventurados os que trabalham pela paz (5, 9).

Estamos diante de um paradoxo que não pode justificar a «guerra santa», certos apetites humanos ou determinadas intransigências religiosas. A luta não é dos discípulos contra os outros homens, mas dos outros homens contra os discípulos, nomeadamente contra os missionários do Reino.

Mateus continua a tratar das exigências radicais da missão. Nada pode impedir o seguimento de Jesus, ainda que possa causar sofrimentos e provocar rupturas, mesmo dentro da própria família.

A sorte do discípulo é semelhante à do seu Mestre. Jesus foi ignorado e não-acolhido pelos seus próprios familiares (cf. Mc 3, 21; Jo 1, 11). O amor à família é um valor. Mas o seguimento e o amor a Cristo devem sobrepor-se a tudo e a todos, devem ser vividos «com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» (Mc 12, 30). Para o cristão, isso é possível porque Ele nos amou primeiro, até ao ponto de dar a vida por nós.

A graça de Deus nem sempre nos vem de modo suave, atraente, idílico. Por vezes, pode vir como fogo ardente, que queima, que faz doer, que incendeia tudo à nossa volta. O sofrimento pode ser uma graça dura, forte, penetrante como uma espada. Mas é uma graça a acolher e aproveitar. Quantas vidas mudaram para melhor, depois de um sofrimento. 

Jesus afirma: Vim trazer a espada, a separação, a cruz, o «perder a vida»; vim trazer um amor semelhante ao meu, um amor crucificado: «Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada… Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim. Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.» (vv. 34.37-38).

Mas a recompensa é infinitamente superior e abundante: quem acolher os seus discípulos, quem acolher «estes pequeninos que acreditam», e O acolher a Ele, acolhe o Pai: «viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14, 23). E nada do que fizermos e sofrermos por seu amor será perdido: até um copo de água, dado a quem precisa, terá recompensa.

Peçamos ao Senhor Jesus que nos ajude a aceitar a cruz, pois é graça que pode unir-nos à sua gloriosa paixão. Que nos momentos de sofrimento saibamos imitar as disposições do Coração de Jesus. Que saibamos unir-nos a Ele em todas as provações e sofrimentos da vida, com paciência, generosidade e amor.

Fonte: texto resumido e adaptado localmente de: <

   

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